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COP 22 culmina com a Proclamação de Marrakech para conter aquecimento global

Foto: REUTERS/Stringer

Foto: REUTERS/Stringer

A 22ª Conferência Mundial Sobre o Clima (COP 22), realizada em novembro no Marrocos, foi finalizada com a assinatura da Proclamação de Marrakech, na qual os países signatários declaram o que consideram prioritário para tentar conter o aquecimento global nos próximos anos. “O clima está se aquecendo a um ritmo alarmante e sem precedentes e nós temos o dever de responder urgentemente [ao problema]”, aponta o documento já em suas primeiras linhas.

De acordo com o documento, a Conferência de Marrakech marca um importante ponto de inflexão no compromisso de reunir toda a comunidade internacional para enfrentar um dos maiores desafios do nosso tempo”. A Proclamação de Marrakech apresenta o compromisso de todos os “chefes de Estado, de governo, e delegações reunidas em Marrakech” com a implementação do Acordo de Paris, assinado em dezembro de 2015, por ocasião da COP 21, na capital da França.

Após o encerramento da COP 22 em 18/11, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulgou uma avaliação do governo brasileiro sobre a conferência com um balanço a respeito das discussões e resultados do evento. O documento, ainda preliminar, aponta que, a COP21 pode ser descrita como um “ponto de chegada” que finalizou uma longa negociação sobre o papel dos países na mitigação do aquecimento global ao adotar o Acordo de Paris. Já a COP22, representa um “ponto de partida”, com foco na definição do chamado “livro de regras”, que estabelecerá como será a implementação das obrigações assumidas em Paris.

O informe também expõe a posição adotada pelos representantes brasileiros na Conferência, como a visão de que o Acordo de Paris é irreversível e de que é necessário acelerar os trabalhos para que ele seja implementado. Além disso, aponta a necessidade, debatida na COP 22, de os países desenvolvidos ampliarem seu nível de financiamento, definindo um “mapa do caminho” que demonstre como se chegará ao objetivo dos US$ 100 bilhões anuais em 2020.

O Brasil participou da COP com 271 delegados, entre representantes do governo, da academia, de entidades privadas e de organizações não governamentais. No total, foram 87 participantes ligados ao governo – incluindo 16 parlamentares – e 184 da sociedade civil.

 

*Com informações do portal do Ministério do Meio Ambiente

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